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quarta-feira, 19 de novembro de 2008

COMPARTILHANDO SEU GOSTO MUSICAL

"Já ouviu isso aqui?" Quem gosta de música sabe o valor que esta frase tem. Geralmente ela é pronunciada por um amigo ou amiga, e precedida pelo ato de compartilhar o fone de ouvido do MP3. É neste ato de compartilhamento que as pessoas descobrem novas bandas, novos sons, e novas influências para as próprias músicas. Agora imagine a mesma ação feita de forma global? Consegue pensar nas possibilidades infinitas de fugir do convencional e ouvir novos sons? E o melhor: tudo isso ao alcance de um clique!

A Last.fm funciona quase como um "Orkut" voltado para a música. Lá você pode criar o seu perfil pessoal e musical, adicionando na playlist os artistas que você mais ouve. Se não tiver paciência para isso, a Last.fm disponibiliza um plugin para instalar no Winamp ou no Windows Media Player, que inclui automaticamente no seu perfil as músicas que você ouve no computador. Além disso, você pode recomendar uma banda ou uma música para que seus amigos possam ouvir, da mesma forma que você também recebe recomendações. Quem tem blog ou site pode expandir seus gostos musicas colocando um tocador na página - igual ao que a gente tem aí do lado. Aliás, vocês já ouviram as músicas que selecionamos?


Outra forma, que surgiu recentemente, é o Blip.fm. Quem já conhece sistemas de microblogs como o Twitter, Jaiku e Plurk, irá se familiarizar com ele. No Blip.FM, a intenção é responder a pergunta "O que você está ouvindo agora?" Localize a música e compartilhe com seus amigos.


E o que você está esperando? Conecte-se e descubra novas referências musicais!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

MOSTRANDO SEU TRABALHO PARA O MUNDO

De que adianta ter uma boa banda, fazer músicas legais, se você se esconde? Vai esperar que a fama, dinheiro e fãs caiam do céu? O caminho para o sucesso passa pelo marketing pessoal e pela divulgação do seu trabalho. E a internet tem se mostrado uma ótima ferramenta para isso. De bandas atuais como Frezno e NXZero a medalhões consagrados como Coldplay e Radiohead, todos usam a rede mundial de computadores para estreitar os laços com seu público e dar mais visibilidade às obras. Sites, blogs, redes sociais estão aí exatamente para isso. E não precisa ser um expert em programação - todos os serviços que iremos citar são fáceis de manusear.

A febre que atinge o cenário musical atualmente chama-se MySpace. A rede social aglutina serviços de blog, album de fotos, canal de vídeos e rádio personalizados. É raro uma banda não ter um perfil de divulgação no MySpace, disponibilizando músicas inéditas (como uma espécie de "termômetro", para saber se o público irá aprovar ou não). A popularização do serviço, a disponibilidade de ferramentas, e a relação da empresa com os usuários (o MySpace possui escritórios no Brasil) faz deste o principal meio de comunicação e divulgação das bandas. O único ponto negativo estão por conta de algumas funções, como comentários, que só são permitidos para quem também é usuário do serviço.


Myspace do R.E.M.. Clique para acessar.


Para quem quiser ir na contramão do modismo, há a possibilidade de criar blogs em sistemas gratuitos, como o Blogger e o Wordpress. O primeiro dá uma liberdade maior para customização da página (contanto que você saiba um pouco de linguagem HTML). O segundo já é mais estático, permitindo poucas mudanças, mas facilita a administração de conteudo.


Blog da Fernanda Takai (Pato Fu) no Wordpress. Clique para acessar.

O problema está na inserção das músicas nos blogs. Como o Blogger e o Wordpress não oferecem hospedagem para arquivos MP3 (o formato mais comum), o jeito é apelar para as versões em audio do Youtube: GoEar, MP3Tube e Odeo. Ambos seguem o mesmo princípio - cadastre-se, faça um upload da sua música, copie o código que irá aparecer e cole dentro do seu blog.


Modelo dos players no GoEar, MP3Tube e Odeo.

Por fim, se ainda não for o suficiente, você pode investir em uma página própria, com hospedagem e domínio exclusivo, sem comprometer a compra do novo sintetizador para a guitarra. Pagando R$ 15 por ano é possível registrar um domínio na internet do tipo nomedabanda.com . E a hospedagem do site pode sair por menos de R$ 10 por mês. Aí é só pedir ajuda para aquele amigo geek que é fã da banda para ajudar na construção do site.

Depois disso, espalhe o endereço do site da banda. Mande e-mail com o link para os amigos, casas noturnas, gravadoras... Use o Orkut, crie uma comunidade para divulgar o grupo (mas sem abusar dos scraps aleatórios, nem todo mundo gosta de propaganda no seu profile). E aí, pouco a pouco o número de acessos vai crescendo, e a sua banda vai ficando conhecida. Não espere um sucesso imediato. Tudo acontece no tempo certo, e quando menos esperar, o sucesso bate na porta.

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

EDITANDO MÚSICAS EM CASA

Existem muitas bandas boas espalhadas por aí. O problema é que elas se restringem apenas a ensaios na garagem de um dos integrantes. Aí quando vêem uma banda fazendo sucesso, são os primeiros a criticarem, desde as letras das músicas até o visual. E concluem dizendo com um pingo de indignação: "nós somos bem melhores que eles".

Bom... e de que adianta vocês tocarem melhor do que quem faz sucesso, se ainda gravam suas músicas em uma arcaica fita K7 usando um gravador pré-histórico? A menos que você seja um "old school" fanático, e vá tocar para os seus iguais. Caso contrário, uma música bem produzida e editada pode atingir um público bem maior, que preza pela qualidade sonora.

Não pense que fazer uma gravação profissional em estúdio é coisa de abonados. Dependendo do número de integrantes de uma banda, não chega a R$ 10 por pessoa. Mas se mesmo assim, o seu momento financeiro não permite estes "gastos exorbitantes", existem soluções de custo zero que podem quebrar o galho.

A primeira delas pode ser considerada uma solução "geográfica": Ao invés de ensaiar na garagem, leve a banda para tocar na frente do computador. Ou se for mais fácil, mude o computador para o lugar que acharem mais conveniente. Não vai ser a mesma coisa que uma gravação profissional num estúdio isolado acusticamente, mas vai dar para quebrar o galho.

O segundo passo é saber o que fazer com os arquivos de audio gravados. Partindo do princípio que programas como o Photoshop servem para dar um toque a mais nas fotos, existem também softwares que fazem a mesma coisa, mas com arquivos de som. Uma das opções gratuitas que você encontra na web é o Audacity, um programa gratuito, leve, e com vários recursos, tais como a gravação de audio em 16 canais, inserção de efeitos, mixagem, remoção de ruídos e chiados (bom para quem quiser passar suas gravações em K7 para o computador). E ainda há a possibilidade de salvar seu trabalho nos formatos mais comuns de audio, como WAV e MP3.

(clique para ampliar)

Existem também as opções de programas pagos, que possuem um número maior de recursos de edição. Dentre eles, um dos que mais se destaca é o SoundForge. O software aceita inúmeros formatos de gravação, análise de efeitos e suporte a áudios de alta resolução, além de possibilitar gravar a sua montagem diretamente em um CD.

(clique para ampliar)
Baixe a versão de 30 dias de teste em http://www.sonycreativesoftware.com/soundforge

Como ninguém nasce sabendo de tudo, o melhor a fazer é escolher um destes programas e "brincar" um pouco com eles, sem compromisso. Pegue uma das suas MP3 e faça cortes, insira efeitos, coloque uma batida eletrônica... Deixe a sua imaginação e criatividade fluírem. Assim, quando chegar a hora de editar as músicas da sua banda, você vai estar expert no software, a ponto de montar um áudio de olhos fechados.