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terça-feira, 25 de novembro de 2008

A TEORIA DOS SEIS GRAUS NO MUNDO DO ROCK

Existe uma teoria, baseada em um estudo científico feito em 1990, que diz que qualquer pessoa está ligada a outra por, no máximo, seis laços de amizade. É a chamada Teoria dos Seis Graus de Separação. Pode parecer loucura, mas depois que você entende a definição, faz algum sentido.

Então, vamos tentar aplicar a teoria dos seis graus de separação entre dois artistas totalmente diferentes e absurdos. Então vamos estabelecer uma conexão entre o rei do rock, Elvis Presley, com a boy band de maior sucesso dos anos 80, os Menudos?

Vamos começar pelos meninos de Porto Rico. O grupo foi criado oficialmente em 1977, alcançando seu ápice nos anos 80, fazendo sucesso entre as adolescentes da América Latina, lotando estádios para tocar seus hits, seguidos pelas coreografias um tanto quanto... excêntricas...


Não ria... sua mãe pode ter estado naquela platéia...

Aqui no Brasil a maioria só conhecia as músicas de maior sucesso. O "lado B" dos Menudos não era muito conhecido das pessoas. Até que em 1992, Renato Russo durante as gravações do Acústico MTV, supreendeu a todos dizendo que iria cantar uma música deles, dizendo que era "bonitinha". Então ouvimos pela primeira vez "Hoje a noite não tem luar":



Após a morte de Renato Russo e o fim da Legião urbana, muitas homenagens foram feitas ao grupo. Uma delas foi o CD Forza Siempre, uma coletânea de músicas da Legião gravadas em italiano por um dos ídolos da Jovem Guarda e amigo pessoal de Renato, Jerry Adriani. O mais impressionante é que as vozes dos dois são extremamente parecidas!



Jerry Adriani pertencia a Jovem Guarda - movimento surgido na segunda metade da década de 60, que mesclava música, comportamento e moda, influenciado pelo rock and roll. A dupla Roberto e Erasmo Carlos, Wanderléia, Renato e seus Blue Caps foram os percussores do gênero musical aqui no Brasil. E em 1977, em um especial para a TV, os ícones da Jovem Guarda realizaram uma homenagem a quem os inspirou. Adivinha quem?



Quando dizem que no mundo do rock tudo é possível, não duvide.

sexta-feira, 21 de novembro de 2008

A HISTÓRIA DO ROCK EM DVD


Se pararmos para pensar, veremos que o rock é um dos estilos musicais que mais histórias fascinantes possui, algumas delas você já leu aqui no blog Rock'n'Talk. São mais de 60 anos de transgressão, energia e boa música.

Em 1995, a Time e a BBC se uniram para produzir um documentário chamado "A História do Rock'n'Roll", hoje disponível em um box com cinco DVD's. Dividido em dez capítulos, a produção começa nas colheitas de algodão no delta do Mississipi, e termina na ascenção do rock underground nos EUA. São mais de dez horas de gravação, com depoimentos únicos daqueles que escreveram seu nome na história: Bono Vox, Mick Jagger, Little Richard, Joey Ramone, James Brown, Tina Turner, Santana, Bruce Springsteen, dentre outros. Além disso, foram resgatados trechos históricos de shows e apresentações dos grandes astros do rock. Ou seja, um produto para os fãs do gênero não botarem defeito algum!

"A História do Rock'n'Roll" é extremamente recomendado para compreender que o rock não é só um tipo de música, e sim um movimento cultural que está em constante evolução!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

BAIXO, GUITARRA, BATERIA E...

Uma das principais características de uma banda de rock está nos instrumentos. Desde os anos 50 a junção de guitarra, baixo e bateria num mesmo palco se tornou a equação básica para uma boa música. Mas como no rock tudo é permitido, muita gente já alterou alguns integrantes deste trio, bem como incluiram outros instrumentos em suas composições, alguns deles nada convencionais. E por mais estranho que possa parecer, o resultado fica satisfatório.

Uma das primeiras bandas a romper com o trio de instrumentos foi o The Doors. O baixo deu lugar aos teclados de Ray Manzarek. E ninguém pode dizer que não deu certo.



Definitivamente, o baixo parece não ser tão importante assim. Ou você sente falta dele quando ouve White Stripes?



Já os Beatles, depois de um período imergidos na cultura hindu, adotaram em suas músicas instrumentos como sitar, tabla e tambura. O quarteto de Liverpool foi o primeiro a trazer a musicalidade indiana para a cultura pop. E isso pode ser visto em algumas músicas, principalmente em Across The Universe:



E o que dizer de um instrumento que mal e porcamente a gente só conhece por causa dos desenhos animados, como a gaita de fole? Pois o tradicional instrumento escocês foi utilizado por Bon Scott, vocalista do AC/DC, em um dos hits mais famosos da banda:



Por quê tocar com um ou dois instrumentos excêntricos, se você pode ter o suporte de uma orquestra inteira? Muitas músicas já foram feitas com belos arranjos de instrumentos clássicos. O Kiss, inclusive, chegou a gravar um show ao vivo com a Orquestra Sinfônica de Melbourne, na Austrália, resultando no álbum Kiss Symphony: Alive IV.



No universo do rock vale tudo para fazer um ótimo trabalho.