Os anos 60 foram marcados pela contracultura nos EUA. Hippies, protestos contra a guerra e contra o capitalismo, e a filosofia "paz e amor" invadiam a juventude. Nesta época, John Roberts, filho de grandes empresários do setor de cosméticos, não sabia o que fazer com a quantia de US$ 4 milhões que havia herdado. Junto com seu amigo Joel Rosenman, criaram a Woodstock Ventures Incorporated, para administrar o dinheiro e o que iriam fazer com ele, neste caso, um festival de música com três dias de duração, onde imperassem o folk, com seu pacifismo e sua contundente crítica social, o rock, com sua contestação ao conservadorismo dos valores tradicionais, o blues, com sua melancolia que havia décadas já mostrava as contradições da sociedade norte-americana.
Dinheiro não era o problema maior – a questão era onde o show iria ser feito, já que ninguém queria envolver seu nome junto com um bando de hippies. Eis que a dupla de jovens empresários descobre a fazenda de Max Yasgur, um empresário da indústria laticínea, que aceitou ceder seu terreno em troca de um preço bem salgado para a época – US$ 125 mil. Fora isso, os organizadores pagavam o dobro do cachê da época para os artistas participarem do festival. Poucos rejeitaram a oferta, como The Doors e Led Zeppelin, que estavam envoltos em suas turnês e projetos pessoais.
Então, entre os dias 15 e 17 de agosto de 1968, a pequena fazenda na cidade de Bethel, em Nova York, que estava preparada para receber 50 mil pessoas, foi a casa de mais de 400 mil fãs de música e pregadores da "era de Aquário". E só quem esteve lá pôde presenciar apresentações históricas de Janis Joplin, Jimi Hendrix, Joan Baez, The Who, Santana, Creedence, Grateful Dead, Joe Cocker, Jefferson Airplane, dentre outros. Woodstock foi um sucesso, considerado o auge da contracultura e um marco para o movimento hippie.
Em 1985, foi a vez dos músicos Bob Geldof e Midge Ure reunirem grandes nomes da música, mas desta vez por uma causa humanitária. Geldof havia assistido uma matéria n a BBC sobre a fome na Etiópia, e decidiu não ficar de braços cruzados. A primeira idéia foi lançar um single para o Natal. Junto com Paul McCartney, Bono e The Edge (U2), Boy George e outros, gravaram a música "Do They Know I's Christmas?". O músico esperava juntar 70 mil libras, mas dizem que o lucro ficou na casa dos milhões.
A iniciativa estimulou outra movimentação conhecida do público nos EUA. Alguém aí se lembra de "We Are The World"?
Mas Geldof não estava satisfeito. Decidiu viajar pelo mundo e estimular seus contatos a fazer um projeto audacioso, o Live Aid – um show transmitido via satélite e realizado em lugares diferentes. Os concertos foram realizados em Londres (com uma platéia de aproximadamente 82 mil pessoas) e na Filadélfia (aproximadamente 99 mil pessoas). Alguns artistas apresentaram-se também em Sydney, Moscou e Japão.
Foi uma das maiores transmissões em larga escala por satélite e de televisão de todos os tempos -- estima-se que 1,5 bilhão de espectadores, em mais de 100 países, tenham assistido a apresentação ao vivo, arrecadando mais de US$ 280 milhões. A data em que ocorreu, dia 13 de julho, foi instituída como o Dia Mundial do Rock.
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