sexta-feira, 7 de novembro de 2008

OS SONS DA ISLÂNDIA - DICA DE LEITURA


Além de todas as referências musicais, timbres e texturas sonoras, quem quer levar o rock adiante também tem que ir atrás dos textos, da literatura, enfim, dos bons livros que falam de música e pipocam por aí, nas estantes das livrarias e sebos. Uma dica bacana é o Rumo A Estação Islândia, do jornalista e radialista Fabio Massari e lançado pela Conrad Editora.


Só o fato de a obra ser da autoria de Massari já é motivo para ler de uma sentada. O sujeito é tão tarimbado para falar de rock que durante seus anos de VJ da MTV ficou conhecido como o Reverendo. Além da biografia do autor, Rumo A Estação Islândia fisga o leitor pelo inusitado. Nas 232 páginas, o livro é uma mescla de diário de viagem e guia musical, onde Fabio aproveita para despejar quilos de informações a respeito da cena musical islandesa, desde os anos 60 até os dias de hoje. Vale a pena pelo autor, pelo conteúdo e pela informação.

quinta-feira, 6 de novembro de 2008

ENQUETE - RESULTADO E NOVAS BANDAS

Na semana passada nós publicamos o link de cinco bandas para votação. E uma delas foi escolhida para ter o seu perfil publicado aqui. A banda escolhida pelos leitores do Rock'n'Talk Blog foi a Vitrola Basca.

E já colocamos mais cinco bandas para votação! Ouça e escolha a banda da próxima semana. São elas:

A Metáphora -http://www.ametaphora.palcomp3.com.br/
Caronna – www.myspace.com/caronna
Daniel Lemos – www.palcomp3.cifraclub.terra.com.br/daniellemos
Dexter – www.myspace.com/dexterhc
Isaias Rock - www.myspace.com/isaiasrock

Clique, ouça e vote!

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

BAIXO, GUITARRA, BATERIA E...

Uma das principais características de uma banda de rock está nos instrumentos. Desde os anos 50 a junção de guitarra, baixo e bateria num mesmo palco se tornou a equação básica para uma boa música. Mas como no rock tudo é permitido, muita gente já alterou alguns integrantes deste trio, bem como incluiram outros instrumentos em suas composições, alguns deles nada convencionais. E por mais estranho que possa parecer, o resultado fica satisfatório.

Uma das primeiras bandas a romper com o trio de instrumentos foi o The Doors. O baixo deu lugar aos teclados de Ray Manzarek. E ninguém pode dizer que não deu certo.



Definitivamente, o baixo parece não ser tão importante assim. Ou você sente falta dele quando ouve White Stripes?



Já os Beatles, depois de um período imergidos na cultura hindu, adotaram em suas músicas instrumentos como sitar, tabla e tambura. O quarteto de Liverpool foi o primeiro a trazer a musicalidade indiana para a cultura pop. E isso pode ser visto em algumas músicas, principalmente em Across The Universe:



E o que dizer de um instrumento que mal e porcamente a gente só conhece por causa dos desenhos animados, como a gaita de fole? Pois o tradicional instrumento escocês foi utilizado por Bon Scott, vocalista do AC/DC, em um dos hits mais famosos da banda:



Por quê tocar com um ou dois instrumentos excêntricos, se você pode ter o suporte de uma orquestra inteira? Muitas músicas já foram feitas com belos arranjos de instrumentos clássicos. O Kiss, inclusive, chegou a gravar um show ao vivo com a Orquestra Sinfônica de Melbourne, na Austrália, resultando no álbum Kiss Symphony: Alive IV.



No universo do rock vale tudo para fazer um ótimo trabalho.

terça-feira, 4 de novembro de 2008

O NASCIMENTO DO ROCK (parte 1)

Um senhor de idade lá pelos 70 anos. Negro, de mãos calejadas pelo trabalho nas lavouras, com um forte sotaque caipira americano. Assíduo frequentador de bares e casas de espetáculos e frequentador esporádico da Igreja Batista. Seu nome é Rock'n'Roll, e é assim que ele seria nos dias de hoje se fosse uma pessoa de carne e osso. Pode até parecer loucura no início, mas se você voltar alguns anos na história, tudo ficará bem mais claro.

Os Estados Unidos, diferente do Brasil, tiveram dois modelos de colonização. Na região sul, o clima quente e a terra fértil propiciavam a cultura agropecuária. Já no norte, o ar seco e o solo rochoso favoreceram o desenvolvimento do comércio e da manufatura. A partir daí, a história é a mesma que conhecemos por aqui: escravos vindos da África se tornaram mão-de-obra barata nos grandes latifúndios, principalmente nos arredores do Rio Mississipi, que favorecia o cultivo de algodão.

Arrancados do seu continente, os negros viam-se forçados a trabalhar na lavoura de sol a sol, num ritmo desgastante. Para espantar a saudade da terra natal e fazer o tempo passar mais rápido enquanto estavam no campo, eles cantavam. Letras simples que falavam de coisas típicas do cotidiano, como amor, religião, sexo e trabalho. Algumas destas músicas também serviam como um código entre eles, para indicar estratégias e rotas de fuga, como o caso da espiritual Wade in the Water, que indicava aos escravos que a melhor rota de fuga seria pela água:


Ao fim da Guerra da Secessão (1861-1865), com a vitória dos estados do Norte, veio também o fim da escravidão. E apesar da constituição americana garantir o direito de igualdade entre os cidadãos, não foi bem isso que aconteceu. O racismo e a discriminação colocaram os negros à margem da sociedade. Este cenário fez com que as músicas do campo tomassem rumos diferentes. Um deles, carregado de tristeza e melancolia, angústia e sofrimento. Assim surgia o Blues.


Outro caminho foi o da fé, da esperança em tempos melhores, onde todas as graças são alcançadas porque Deus não deixa um filho seu na mão. A música invadiu as igrejas e contagiava não só pelas letras, mas pelo ritmo acelerado, que não deixava os cultos parados. Era a música Gospel.



Dizem as más línguas que lá pelos lados de New Orleans surgiu um outro gênero, baseado no improviso e no sentimento que o músico tem no momento que está tocando. Eis que surge o Jazz.


Na semana que vem contaremos para você como isso tudo deu origem ao rock. Fique ligado!

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

BATERIA NOS QUATRO CANTOS DO MUNDO

Psychic Possessor, Ratos de Porão, I Shot Cyrus...Essas são algumas bandas que contam com Mauricio Luiz Alves nas baquetas. Mais conhecido como Boka (de camisa amarela na foto acima), o cara já viajou meio mundo tocando hardcore, montou um selo independente e vive tão e somente de música e para a música. Conversamos com ele e ficamos sabendo um pouco mais sobre sua história e suas opiniões sobre tours, MP3, downloads e a situação do mercado fonográfico.

Rock’n’Talk- Você comanda a bateria de bandas muito importantes na cena punk/hardcore independente do Brasil, como Ratos de Porão e I Shot Cyrus, além de ser proprietário de um selo bem bacana, que tem um catálogo muito bom. A partir de que momento da tua vida você decidiu que poderia viver para sempre da música e pela música, mesmo não estando em paradas mainstream?

Boka - Eu comecei tocando profissionalmente com o Ratos de Porão em 1991, eu tinha somente 19 anos e morava com meus pais, não tinha responsas nem nada, mas ganhava um bom dinheiro. Muitos acham pouco, mas não era nada tão ruim assim, com o tempo vieram as responsas, saí da casa deles, nasceu minha filha, me casei, etc.. Aí comecei o selo pra me ajudar financeiramente. Muitas vezes eu passo apertado, mas por enquanto vou levando, sou um cara simples, ñ tenho muitas ambições materiais, ganho pouco mas faço o que gosto. Eu simplesmente respirei isto tudo minha vida quase que inteira, então nunca houve este momento de perceber se poderia viver de música ou não, eu simplesmente vou fundo e luto.

Rock’n’Talk- Com o Ratos de Porão você viaja todo ano para a Europa. Como é esse lance de organizar uma tour, qual é oprimeiro passo?

Boka - Hoje é tudo mais fácil e uma banda com o nome que temos fica mais simples ainda. Na verdade fomos fazendo contatos e amizades durante todos estes anos e montar nossas tours não é difícil, apesar de ser trabalhoso. Uma banda tem sempre que estabelecer contatos e relações com outras bandas, ser ativa... Assim as coisas virão naturalmente. As bandas menores em termos de nome começam indo fazer tours assim, simplesmente com ajuda de amigos.

Rock’n’Talk- Nos fala um pouco de como é a recepção lá fora (tanto com o RDP como com o I Shot Cyrus) e como funciona o circuito independente Europeu (squats, clubs, festivais open air).

Boka - Todos os lugares apresentam diferentes particularidades. No caso do RDP, fazemos qualquer tipo de shows, tento viver cada show e cada dia de maneira diferente. Pra mim todo show divertido é bom, seja ele para 100 ou 1000 pessoas. Muitos clubes, squats ou youth centers na europa existem há tempo, o que torna fácil fazer um circuito. Acho que a grande dificuldade aqui no Brasil são os locais que duram no máximo 3 anos. No caso do ISC acho que é a mesma coisa, porém em menores proporções. No hardcore as pessoas sempre te ajudam, curtem o som, identificam-se com idéias e sempre te recepcionam muito bem, salvo raríssimas exceções.

Rock’n’Talk -Com o Vitamin - X você chegou a fazer uns shows pela Ásia. Por quais países passou e como é a cena por lá?

Boka - O cenário no sudeste asiático é muito empolgante, as pessoas são bem ativas por lá, sempre fazem zines, bandas, shows, etc...O público é grande e todos estão sempre muito afins de ver as bandas. Existem grupos muito bons por lá e a experiência foi incrível.

Rock’n’Talk- Você deve ser referência para uma pá de moleques que curtem som rápido. E as tuas influências? Quem foram os bateristas que te serviram de inspiração, seja no hardcore ou em outros estilos musicais.

Boka - Quando eu comecei a tocar batera eu curtia muito o trash britânico e o crossover americano da metade dos anos 80. Alguns nomes a citar seriam: Intense Degree, Heresy, Napalm Death, Wehrmacht, D.R.I., C.O.C, Hirax, etc...

Rock’n’Talk- A respeito da Pecúlio, como você vê essa era do download? O caminho para a sobrevivência dos selos independentes é a segmentação, tipo, ser muito bom em um estilo musical e focar só nele?

Boka – Eu não vejo problema no download em si, mas o que acontece é que a internet esta mudando rapidamente as relações humanas de maneira radical e talvez irreversível. Como existe um excesso e facilidade na obtenção de informação, as pessoas acabam não refletindo sobre o que ouvem, apenas escutam e deletam as coisas em um clic, exatamente como fazem na rede.Pessoas baixam as musicas somente por baixarem, não estão mais interessadas no álbum, na parte gráfica, nas letras, na dificuldade que é fazer um disco de qualidade, tudo esta sendo banalizado de forma assustadora, é mais uma vitória do capital na minha opinião. Não pense sobre nada, apenas faça e gaste dinheiro. Muitos acreditam que estão economizando alguma grana não comprando discos, o que em termos de volume pode até ser verídico, porém todos os capitalistas continuam ganhando muito dinheiro somente os músicos que não. As empresas de eletrônicos vendem os aparatos (computadores, ipods, mp3, pendrives, celulares etc..) a maioria tem que pagar um provedor... O $$ só esta indo pras outras mãos, somente os músicos são prejudicados e alguns selos independentes. Outro agravante é que a qualidade da música cai muito com a tecnologia, bandas horríveis ficam boas maquiadas nos estúdios, fazem sucesso na rede antes sequer de ter encarado um palco de verdade, e isso faz com que a qualidade caia muito, pois fazem o caminho inverso. O que deixa uma banda boa é a estrada e não ficar punhetando na rede. A rapidez da divulgação, não caracteriza uma vitória, isso é muito importante de se dizer.

INGRESSO PARA O R.E.M - O VENCEDOR

E eis que surge o vencedor da promoção e o felizardo que vai assistir ao show do R.E.M nessa quinta-feira é:

Lucas Leal da Silva Pinheiro

Ele foi o mais rápido a responder à pergunta: “Qual o nome do baterista da formação original do R.E.M.? E até que ano ele ficou na banda?".

O nome do batera é Bill Berry e ele comandou as baquetas da banda até o ano de 1997. Aí Lucas, acertou na mosca! Bom show para você!

UM CONVERSE PARA QUEM SACA DE THE CLASH - VENCEDORA


Alexandra Veiga foi o nome da leitora mais rápida a responder à pergunta: Qual foi o primeiro disco do The Clash a ser lançado nos Estados Unidos e em que ano isso aconteceu?
A garota não titubeou: " 'Give 'Em Enough Rope'' foi o primeiro álbum do Clash lançado nos E.U.A., e para divulgá-lo a banda organizou uma turnê norte-americana em 1979".

Parabéns Alexandra, a produção vai entrar em contato com você para agilizar a entrega de seu Converse 0Km.


sexta-feira, 31 de outubro de 2008

"NECESSITO DE UM PALCO”

Por: Felipe de Souza / Foto: Divulgação

Camaleão, multimídia, multi-homem... Todos esses adjetivos se encaixam em Fredi Endres, guitarrista da Comunidade Ninjitsu e DJ hypado nos quatro cantos do mundo, atuando sob a alcunha de DJ Chernobyl. Do rock clássico do AC/DC ao funk anárquico do Bonde do Rolê, tudo isso entra no case do sujeito. Trocamos uma idéia com ele sobre rock, Miami Bass, carreira solo e produção musical.

Rock’n’Talk - Qual o disco de rock que te marcou? Aquele que tu ouviu e disse "É isso que quero fazer"? Se for mais de um, tem como listar para nós?

DJ Chernobyl - Prefiro citar mais de um: Jimi Hendrix (Axis Bold as Love), AC/DC (For Those About to Rock), Kiss (Dynasty), Red Hot Chilli Peppers (Uplift Mofo Party Plan) e Snoop Dogg (Doggystyle).

Rock’n’Talk - E nessa estrada toda que tu tens como músico, quando rolou de vez essa fusão entre rock, eletro, funk, Miami bass, etc, etc...Qual o peso de cada um desses estilos no teu som atual?

DJ Chernobyl - Eu sempre fui aquele cara que encontra qualidade em vários estilos de música. Quando meus amigos eram metaleiros e ouviam Ozzy, Accept, etc...eu concordava com eles, mas admirava muito o que o Devo fazia com os sintetizadores naquela onda new-wave. Depois veio o Beastie Boys e o Defalla misturando peso com rap. Sempre me encantei com isso. Também sempre achei que fazer uma coisa tentando ser alguém, imitando, é uma maneira muito medíocre de se expressar. Sou contra essa coisa de querer ser o Ramones daqui, o Beatles do agreste o Rolling Stone do nordeste. Me sinto bem misturando tudo que gosto, tanto como DJ e como banda (Comunidade Nin-Jitsu). Na Comunidade tocamos rock com funk-carioca e como DJ eu toco electro com funk carioca. Acho que o peso de cada estilo depende do lugar em que estou tocando. No exterior, como DJ, toco bem mais funk, porque os gringos querem isso, já em POA, misturo com tudo, e na minha banda sou praticamente um metaleiro fã de Hendrix tocando em cima de beats de funk que programo. Nunca me transformo em algo que não sou, apenas sinto qual a vibe que vou pesar mais dentro de todas que existem em mim.
Rock’n’Talk - Quando você decidiu investir na carreira de DJ? Qual a diferença entre administrar uma carreira com banda e tocar sozinho? Fica mais fácil?

DJ Chernobyl - Decidi ser DJ porque produzo música em casa, foi uma forma que arrumei para me apresentar como produtor musical. Faço um DJ set com muita coisa minha, versões e remixes. A coisa foi acontecendo aos poucos, quando vi estava agendado pra tocar no Japão ao lado de Justice, Beastie boys e Groove Armada. O diferencial foi a originalidade do meu som, e não minha técnica de mixagem. Sem dúvida é mais fácil administrar uma carreira de DJ, sem a democracia de um conjunto. O problema é que sou membro extremamente atuante em todas as áreas na Comunidade, cuido de tudo, e como DJ sou meu empresário também, agendo discotecagens no mundo todo, corro atrás de visto de entrada, passagens, divulgo na internet, vou atrás de artistas novos para remixar. Com a soma das duas coisas, (Comunidade Nin-Jitsu e Chernobyl) fico bem estressado.
Rock’n’Talk - Para a molecada que tá começando a gravar os próprios sons e iniciando em estúdio, quais as ferramentas e programas que você acha mais importante dominar?

DJ Chernobyl - Acho importante a pessoa dominar o Sound Forge para cortar começos/fins, maximizar (deixar a música em um volume decente) e converter para MP3. Para criar música em PC, sugiro o Reason e para gravar em PC sugiro o Nuendo.
Rock’n’Talk - Quando está trabalhando em casa ou na estrada, qual ferramenta de edição de som tu prefere para usar no computador?

DJ Chernobyl - As três citadas acima (Reason, Nuendo e Sound Forge)

Rock’n’Talk - Qual a importância do MySpace na divulgação do teu trabalho? Usa alguma outra ferramenta de divulgação viral? Qual?

DJ Chernobyl - O Myspace é o máximo. Chamo de Orkut sério, profissional. O cara posta seus sons e troca informações com o mundo todo. Meus primeiros lançamentos no exterior foram agendados pelo Myspace, mais especificamente por selos japoneses que adoravam o que eu fazia. O próprio Bonde do Rolê eu descobri no Myspace em 2005, e a partir daí agendamos a gravação e a minha produção do primeiro disco deles. Não uso outra ferramenta, não tenho tempo pra ir além disso, tenho que fazer música também. A gente vive uma era em que o cara, se quiser, fica mais tempo na internet do que fazendo música. Tem gente que faz um som meia-boca, inventa um logo com o design mais avançado, divulga a mil, e música que é bom, nada. Temos que se ligar nisso também, nem tudo que tá no Myspace é bom. Tem que se dedicar muito a fazer som, a internet é uma ferramenta pra auxiliar a divulgação das próprias criações. Às vezes o cara tem que se desconectar e criar. Eu uso um computador pra fazer música e outra pra internet.

Rock’n’Talk - Quais são seus planos para o futuro? Pretende trabalhar cada vez mais na produção de discos de outros artistas?

DJ Chernobyl - Pretendo produzir cada vez mais. Meus últimos lançamentos foram pra artistas suecos e alemães (The Touch e RQM). Com a produção do “Atividade na Laje” (último cd da Comunidade) mostrei que produzo em vários estilos, não só nessa parada de funk com electro. O cd contém peso, rap, rock... Quero trabalhar com todos os tipos de artistas. Pretendo também seguir fazendo shows e discotecando. Necessito de um palco para mostrar o que faço, estou longe de ser um ermitão de estúdio.

INGRESSO PARA O OFFSPRING - O GANHADOR


Quem tá ligado aqui no Rock'n'Talk sabe que colocamos no ar a promoção que dará ingresso para o show do Offspring, que rola amnhã à noite em Porto Alegre, no Pepsi On Stage. Pois é, e já temos um vencedor.

Álvaro Blanco Cardoso foi o mais rápido a responder qual foi a primeira música que a banda disponibilizou para download gratuito na Web, que disco ela pertencia e em que ano isso rolou.

A resposta:

Música - Pretty Flu for a White Guy

Disco - Americana

Ano de lançamento - 1998

Parabéns Álvaro, seu lugar na pista do Pepsi On Stage já está garantido

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

EDITANDO MÚSICAS EM CASA

Existem muitas bandas boas espalhadas por aí. O problema é que elas se restringem apenas a ensaios na garagem de um dos integrantes. Aí quando vêem uma banda fazendo sucesso, são os primeiros a criticarem, desde as letras das músicas até o visual. E concluem dizendo com um pingo de indignação: "nós somos bem melhores que eles".

Bom... e de que adianta vocês tocarem melhor do que quem faz sucesso, se ainda gravam suas músicas em uma arcaica fita K7 usando um gravador pré-histórico? A menos que você seja um "old school" fanático, e vá tocar para os seus iguais. Caso contrário, uma música bem produzida e editada pode atingir um público bem maior, que preza pela qualidade sonora.

Não pense que fazer uma gravação profissional em estúdio é coisa de abonados. Dependendo do número de integrantes de uma banda, não chega a R$ 10 por pessoa. Mas se mesmo assim, o seu momento financeiro não permite estes "gastos exorbitantes", existem soluções de custo zero que podem quebrar o galho.

A primeira delas pode ser considerada uma solução "geográfica": Ao invés de ensaiar na garagem, leve a banda para tocar na frente do computador. Ou se for mais fácil, mude o computador para o lugar que acharem mais conveniente. Não vai ser a mesma coisa que uma gravação profissional num estúdio isolado acusticamente, mas vai dar para quebrar o galho.

O segundo passo é saber o que fazer com os arquivos de audio gravados. Partindo do princípio que programas como o Photoshop servem para dar um toque a mais nas fotos, existem também softwares que fazem a mesma coisa, mas com arquivos de som. Uma das opções gratuitas que você encontra na web é o Audacity, um programa gratuito, leve, e com vários recursos, tais como a gravação de audio em 16 canais, inserção de efeitos, mixagem, remoção de ruídos e chiados (bom para quem quiser passar suas gravações em K7 para o computador). E ainda há a possibilidade de salvar seu trabalho nos formatos mais comuns de audio, como WAV e MP3.

(clique para ampliar)

Existem também as opções de programas pagos, que possuem um número maior de recursos de edição. Dentre eles, um dos que mais se destaca é o SoundForge. O software aceita inúmeros formatos de gravação, análise de efeitos e suporte a áudios de alta resolução, além de possibilitar gravar a sua montagem diretamente em um CD.

(clique para ampliar)
Baixe a versão de 30 dias de teste em http://www.sonycreativesoftware.com/soundforge

Como ninguém nasce sabendo de tudo, o melhor a fazer é escolher um destes programas e "brincar" um pouco com eles, sem compromisso. Pegue uma das suas MP3 e faça cortes, insira efeitos, coloque uma batida eletrônica... Deixe a sua imaginação e criatividade fluírem. Assim, quando chegar a hora de editar as músicas da sua banda, você vai estar expert no software, a ponto de montar um áudio de olhos fechados.