quinta-feira, 20 de novembro de 2008

ENQUETE - RESULTADO E NOVAS BANDAS

Você votou, e a banda que terá seu perfil publicado aqui no blog será a DKLC. Parabéns ao pessoal da banda e para aqueles que a escolheram! Em breve você saberá mais sobre o grupo!

Seguem agora mais cinco bandas para votação:

Aderiva - www.myspace.com/bandaaderiva
Emblema - www.myspace.com/emblemaspace
Twenty Two - www.myspace.com/mytwentytwo
Twin Cities - www.tcities.blogspot.com
Vespas - www.myspace.com/osvespas

Clique nos links, ouça o som das bandas e vote na sua preferida aí do lado!

quarta-feira, 19 de novembro de 2008

COMPARTILHANDO SEU GOSTO MUSICAL

"Já ouviu isso aqui?" Quem gosta de música sabe o valor que esta frase tem. Geralmente ela é pronunciada por um amigo ou amiga, e precedida pelo ato de compartilhar o fone de ouvido do MP3. É neste ato de compartilhamento que as pessoas descobrem novas bandas, novos sons, e novas influências para as próprias músicas. Agora imagine a mesma ação feita de forma global? Consegue pensar nas possibilidades infinitas de fugir do convencional e ouvir novos sons? E o melhor: tudo isso ao alcance de um clique!

A Last.fm funciona quase como um "Orkut" voltado para a música. Lá você pode criar o seu perfil pessoal e musical, adicionando na playlist os artistas que você mais ouve. Se não tiver paciência para isso, a Last.fm disponibiliza um plugin para instalar no Winamp ou no Windows Media Player, que inclui automaticamente no seu perfil as músicas que você ouve no computador. Além disso, você pode recomendar uma banda ou uma música para que seus amigos possam ouvir, da mesma forma que você também recebe recomendações. Quem tem blog ou site pode expandir seus gostos musicas colocando um tocador na página - igual ao que a gente tem aí do lado. Aliás, vocês já ouviram as músicas que selecionamos?


Outra forma, que surgiu recentemente, é o Blip.fm. Quem já conhece sistemas de microblogs como o Twitter, Jaiku e Plurk, irá se familiarizar com ele. No Blip.FM, a intenção é responder a pergunta "O que você está ouvindo agora?" Localize a música e compartilhe com seus amigos.


E o que você está esperando? Conecte-se e descubra novas referências musicais!

terça-feira, 18 de novembro de 2008

UM É POUCO, DOIS É BOM, MUITOS É UM FESTIVAL

E se de repente algum maluco resolvesse investir o dinheiro de uma herança para fazer um mega-show com todos os grandes astros de rock? Ou ainda unir todo mundo para tocar em prol dos famintos na Etiópia? Isso já aconteceu, e estes encontros entraram para a história pela grandiosidade dos eventos e pelas figuras que passaram por lá.



Os anos 60 foram marcados pela contracultura nos EUA. Hippies, protestos contra a guerra e contra o capitalismo, e a filosofia "paz e amor" invadiam a juventude. Nesta época, John Roberts, filho de grandes empresários do setor de cosméticos, não sabia o que fazer com a quantia de US$ 4 milhões que havia herdado. Junto com seu amigo Joel Rosenman, criaram a Woodstock Ventures Incorporated, para administrar o dinheiro e o que iriam fazer com ele, neste caso, um festival de música com três dias de duração, onde imperassem o folk, com seu pacifismo e sua contundente crítica social, o rock, com sua contestação ao conservadorismo dos valores tradicionais, o blues, com sua melancolia que havia décadas já mostrava as contradições da sociedade norte-americana.


Jimi Hendrix - Voodoo Child (Woodstock, 1969)

Dinheiro não era o problema maior – a questão era onde o show iria ser feito, já que ninguém queria envolver seu nome junto com um bando de hippies. Eis que a dupla de jovens empresários descobre a fazenda de Max Yasgur, um empresário da indústria laticínea, que aceitou ceder seu terreno em troca de um preço bem salgado para a época – US$ 125 mil. Fora isso, os organizadores pagavam o dobro do cachê da época para os artistas participarem do festival. Poucos rejeitaram a oferta, como The Doors e Led Zeppelin, que estavam envoltos em suas turnês e projetos pessoais.


Joe Cocker - With a Little help from my friends (Woodstock, 1969)


Então, entre os dias 15 e 17 de agosto de 1968, a pequena fazenda na cidade de Bethel, em Nova York, que estava preparada para receber 50 mil pessoas, foi a casa de mais de 400 mil fãs de música e pregadores da "era de Aquário". E só quem esteve lá pôde presenciar apresentações históricas de Janis Joplin, Jimi Hendrix, Joan Baez, The Who, Santana, Creedence, Grateful Dead, Joe Cocker, Jefferson Airplane, dentre outros. Woodstock foi um sucesso, considerado o auge da contracultura e um marco para o movimento hippie.


Santana - Soul Sacrifice (Woodstock, 1969)


Em 1985, foi a vez dos músicos Bob Geldof e Midge Ure reunirem grandes nomes da música, mas desta vez por uma causa humanitária. Geldof havia assistido uma matéria n a BBC sobre a fome na Etiópia, e decidiu não ficar de braços cruzados. A primeira idéia foi lançar um single para o Natal. Junto com Paul McCartney, Bono e The Edge (U2), Boy George e outros, gravaram a música "Do They Know I's Christmas?". O músico esperava juntar 70 mil libras, mas dizem que o lucro ficou na casa dos milhões.



A iniciativa estimulou outra movimentação conhecida do público nos EUA. Alguém aí se lembra de "We Are The World"?



Mas Geldof não estava satisfeito. Decidiu viajar pelo mundo e estimular seus contatos a fazer um projeto audacioso, o Live Aid – um show transmitido via satélite e realizado em lugares diferentes. Os concertos foram realizados em Londres (com uma platéia de aproximadamente 82 mil pessoas) e na Filadélfia (aproximadamente 99 mil pessoas). Alguns artistas apresentaram-se também em Sydney, Moscou e Japão.


Queen - We Will Rock You (Live Aid, 1985)


Foi uma das maiores transmissões em larga escala por satélite e de televisão de todos os tempos -- estima-se que 1,5 bilhão de espectadores, em mais de 100 países, tenham assistido a apresentação ao vivo, arrecadando mais de US$ 280 milhões. A data em que ocorreu, dia 13 de julho, foi instituída como o Dia Mundial do Rock.


Black Sabbath - Iron Man (Live Aid, 1985)


Rock'n'Roll. Há mais de 60 anos quebrando conceitos e ajudando pessoas.

UM CONVERSE PARA OS FÃS DE STIFF LITTLE FINGERS - VENCEDOR



E quem levou o All Star dessa vez foi o leitor Pablo Dias. Ele provou estar ligado na origem do Stiff Little Fingers, uma das maiores bandas da história do punk rock. Para ganhar o par de Converse 0 Km, ele respondeu a pergunta:

O Stiff Little Fingers é uma das maiores bandas do cenário punk europeu, sendo fundada em 1977, em Belfast, por Jake Burns. No entanto, antes de descobrirem o ritmo dos três acordes, os caras tinham outro grupo.

A pergunta então é: Qual era o nome dessa primeira que os integrantes do Stiff Little Fingers tinham nos tempos de escola?

A resposta: Highway Star.

Parabéns, Pablo! Entraremos em contato para agilizar a entrega do seu Converse.

segunda-feira, 17 de novembro de 2008

O PESADO VERÃO EUROPEU - ENTREVISTA COM JUNINHO (DISCARGA)


Na cena independente, o lema Faça Você Mesmo parece sempre vir acompanhado com uma inevitável tendência à hiperatividade. O cara que sobe ao palco é o mesmo que marca os shows, organiza as tours e divulga seu som pela internet.
Para não fugir à regra, o entrevistado da vez é Paulo Sergio Sangiorgio Junior (A.K.A Juninho). Atualmente ele pilota o contrabaixo dos Ratos de Porão e Discarga, além de ser integrante do projeto Eu Serei a Hiena, que conta com várias figuras carimbadas do underground nacional.
Recém chegado de uma tour européia com o Discarga, Juninho nos conta como foi a maratona de 43 apresentações pelo velho continente. Espanha, Alemanha, República Tcheca e Itália foram alguns países visitados. Confere.


Rock'n'Talk - Nesse ano, o Discarga passou um bom tempo na Europa. Explica para nós como foi o processo de organizar uma tour tão extensa. Com quem vocês contaram lá fora e com que banda dividiram o dia-a-dia na estrada?

Juninho - O Discarga realmente fez uma tour bem grande nesse verão europeu de 2008, foram 43 shows no total, em uns 15 países diferentes. A organização da tour foi tranqüila, pois ela foi dividida por partes e pessoas diferentes que nos ajudaram por lá. O nosso novo disco foi lançado na Europa, por um selo alemão e outro polonês, daí esse pessoal ajudou muito a gente com tudo, e o melhor de tudo que entramos em contato com eles a bastante tempo, desde dezembro de 2007 já estávamos nos falando e organizando tudo. Com toda essa antecedência ficou fácil marcar esses shows. Daí numa segunda parte da turnê um amigo espanhol nos ajudou com os shows por lá. Portugal foi tranqüilo também para marcar, velhos amigos de lá nos ajudaram e no final das contas foi só ter um pouco de paciência para juntar todos os contatos, as cidades, organizar tudo e começar a girar pela Europa. A turnê começou em Berlin, de lá mesmo vive o camarada que lançou o disco, daí ele nos ajudou a alugar equipamento (bateria, amplificadores), e nos ajudou a alugar a van, tudo num mesmo lugar que que se chama Yellow Dog, e eles trabalham com bandas faça-você-mesmo à anos. Eu mesmo fui o motorista da tour, e nossa amiga Andreza (baterista da banda Justiça) foi com a gente para vender merchandise, portanto éramos 4 pessoas no total.
Dividir palco foi o que mais fizemos na turnê!! Foram inúmeros shows com bandas ótimas de todos os tipos, mas fizemos a turnê sozinhos, tipo sem nenhuma banda tocando juntos todos os shows.



Rock'n'Talk – Quais lugares vocês tiveram um melhor retorno do público?

Juninho - Nessa turnê nosso maior retorno do público foi sem dúvidas o Obscene Extreme Festival. Ele acontece já a 10 anos, e é o maior festival de grind core/metal/punk da Europa. Fica na cidade de Trutnov, na República Tcheca. Lá tocamos para umas cinco mil pessoas, público insano mesmo, foi realmente muito bom para nós. Nesse dia vendemos muitos discos, cds, camisetas, e muita gente veio falar com a gente depois do show. Inclusive fomos convidados para tocar numa apresentação de última hora, um festival de grind na Alemanha chamado Grind The Nazi Scum. Os caras viram nosso show e fizeram o convite lá mesmo. Nesse festival tocamos com o Extreme Noise Terror, Impaled Nazarene, Agathocles, Regurgitate e mais uma dezena de bandas!! Foi realmente muito bom pra nós. Na semana seguinte tivemos muita gente acessando e adicionando nosso Myspace, foi uma loucura.


Rock'n'Talk – Em comparação com a realidade brasileira, como rolam os festivais independentes na Europa? Alguns são bem grandes, como o Ieper e Obscene Extreme. Como foi essa experiência?

Juninho - Nós já tínhamos participado do Ieper em 2003, e tocamos lá esse ano também. A diferença é imensa, pois é um festival na Bélgica, tudo de primeiro mundo, num esquema totalmente profissional. A estrututa, em todos os sentidos, é de primeiro mundo, desde o palco, comida, etc. O Obscene também não peca em nada, super estrutura boa em todos os sentidos, hotel para as bandas e tudo mais. Aqui no Brasil as coisas funcionam diferente, principalmente na parte cultural. Cara, esses dois festivais são no meio do nada, cidades minúsculas onde as pessoas levam barraca e ficam acampadas todos os dias. Daí eu fico imaginando isso aqui no Brasil. Nunca funcionaria, o pessoal não tem esse costume, as pessoas daqui que saem com uma barraca de casa é para acampar em cidade do interior ou praia pra terem tranqüilidade. A experiência sempre é ótima, ver como as coisas funcionam em outras culturas, no modo de se organizar e tal, é bem legal. Agora em janeiro um pessoal aqui de São Paulo está fazendo o Full Fest, uma idéia um pouco mais parecida com esses festivais europeus. Eu espero que dê tudo certo e role sempre.


Rock'n´Talk – Como você vê a cena straight-edge no Brasil atualmente? Quais bandas, além do Discarga, que você acha que as pessoas deveriam dar atenção?

Juninho - A cena Straight-Edge brasileira anda muito bem, como sempre muita gente organizando shows, fazendo bandas, coletivos, etc... A produção no meio SXE é sempre bem interessante, eu percebo sempre diferentes opniões dentro da mesma cena, a galera discutindo e produzindo algo contestador de verdade. Independente de que muita gente fale mal do SXE, ele tem uma importância fundamental na cena brasileira e mundial, com suas bandas, fanzines e eventos. Eu não gosto muito de citar bandas, pois sempre esqueço algumas e daí fica chato, mas pelo menos aqui em São Paulo tem muita coisa rolando em Sapopemba, Carapicuíba, Osasco. Uma galera straight-edge de bom gosto que faz muita coisa e vale a pena o pessoal correr atrás pra saber.


Rock'n'Talk - De todos os lugares que você já visitou fazendo tours, qual foi aquele que deu mais vontade de voltar? (seja por causa da música ou das experiências passadas por lá.)

Juninho - É impossível citar apenas um local, pois lá você vive uma diversidade enorme todos os dias. Os países são pequenos, portanto um dia você está na Croácia, que tem uma língua, uma cultura, daí viajando seis horas ou menos você pode estar na Eslovênia, por exemplo, que é totalmente diferente. Eu gosto muito dos shows na Itália, os lugares são muito bonitos e a galera é muito receptiva. Já na Polônia o povo é mais fechado, mas ao mesmo tempo você percebe que eles são um tipo de terceiro mundo europeu e tem muita coisa em comum com a gente no aspecto social. Na Holanda o pessoal é mais quieto, mas sempre os shows e festivais são ótimos, sempre vemos muitas bandas ótimas lá, como Manliftingbanner, Seein Red, Vitamin X...

Rock'n'Talk– Fala um pouco dos planos do Discarga para o ano de 2009. (discos, shows, tours)

Juninho - O Discarga em 2009 pretende fazer bastante shows por onde der, após o lançamento do disco ainda não tocamos no Brasil, pois nosso vocalista volta só em janeiro de uma viagem e estamos paradas desde a tour. Pretendemos gravar um material no final de 2009, para um split com o Seein Red, que esperamos que dê tudo certo, pois lá nessa viagem já deixamos tudo acertado com eles, mas nunca se sabe, vamos todos torcer pra rolar.
Não temos como pensar em tours agora e em 2009 imagino que vamos ficar só dentro do país mesmo, ao menos que role algo na Argentina. Europa talvez só daqui há dois anos, pra dar continuidade ao trabalho que estamos fazendo por lá.

INGRESSO PARA A BURN PLAY LOUDER - GANHADORES



Já temos os nomes dos felizardos que irão dançar ao som de Steve Aoki na festa Burn Play Louder, na sexta-feira,m lá no Porão do Beco:

-Fernanda Moura

-Pedro Henrique Oliveira Coelho

Os dois foram os mais rápidos a responderem quais músicas de Lenny Kravitz, Good Charlotte e Duran-Duran foram remixadas por Aoki. As respostas:

Lenny Kravitz - Dancin' Til Dawn
Duran Duran - Skin Divers
Good Charlotte - Misery

Parabéns, Fernanda e Pedro! A produção vai entrar em contato com vocês para entregar os ingressos. Boa festa!

sexta-feira, 14 de novembro de 2008

ROCK NA MARQUISE

A cena rock porto-alegrense dá sinais que se fortalece a cada dia que passa. E isso não se nota somente em cima dos palcos da cidade. Um exemplo é a Marquise 51, casarão da Avenida Cristovão Colombo. Por lá, funciona um QG onde tudo conspira a favor do rock’n’roll e todas suas vertentes. Estúdio de ensaio, gravação, selo, produtora, e espaço para oficinas e palestras, tudo em um só lugar.


“Inauguramos no fim de março, mas estamos construindo desde outubro de 2007”, disse Lucas Hank, um dos sócios da empreitada. Todas as salas do espaço foram projetadas por um engenheiro e a preocupação com o isolamento acústico foi total. Dentro do espaço de ensaio, uma bateria Mapex completa espera pelas bandas, além de guitarras Fender Strato e Telecaster e um baixo construído pelo luthier Alex Cherrutti.


Para os que querem fazer da Marquise 51 o ponto de partida para o registro em CD, a parafernália de gravação é ainda maior. Cubase e Pro -Tools são os programas utilizados, aliado a um sistema de 32 canais. Piano acústico, microfones e amplificadores valvulados estão lá, para quem quiser dar um ar vintage para o trabalho. “Apesar de toda a tecnologia, achamos legal ter esses aparelhos valvulados, daqui a mil anos todos ainda vão usar os valvulados”, diz Lucas.
Fora o equipamento de primeira, a própria construção do local já previa uma “sala viva”, para obter a resposta natural dos instrumentos. Para confirmar a eficiência, é só dar uma escutada nos últimos trabalhos de Identidade, Júpiter Maçã e Andina. E provando que a música fala mais alto do que qualquer gênero, até o gaiteiro Gilberto Monteiro foi buscar na Marquise o ambiente que precisava para fazer as trilhas sonoras de filmes e seriados europeus.


Como produtora, o pessoal da Marquise 51 organiza shows e festas. A vinda de Thunderbird a Porto Alegre, o festival Morro Stock e as festas Combat Rock, que já rolou em Porto Alegre, Caxias e Santa Maria são de responsabilidade do pessoal de lá.



quinta-feira, 13 de novembro de 2008

ENQUETE - RESULTADO E NOVAS BANDAS

Como tem acontecido toda semana, nós publicamos o link de cinco bandas para votação, sendo que a vencedora tem o perfil publicado aqui no blog. A primeira banda foi a Vitrola Basca. E nesta semana foi a vez de Daniel Lemos. Em breve você irá conferir o perfil dele aqui no blog.

Como a gente não perde tempo, já temos mais quatro bandas para aparecer por aqui. São elas:

Delusi – http://www.delusi.com.br
DKLC – http://www.myspace.com/bandadklc
Gallaxy Trio – http://www.gallaxytrio.com.br
Terno de Reis - http://www.palcomp3.com.br/ternodereis

Clique, ouça e vote!

quarta-feira, 12 de novembro de 2008

MOSTRANDO SEU TRABALHO PARA O MUNDO

De que adianta ter uma boa banda, fazer músicas legais, se você se esconde? Vai esperar que a fama, dinheiro e fãs caiam do céu? O caminho para o sucesso passa pelo marketing pessoal e pela divulgação do seu trabalho. E a internet tem se mostrado uma ótima ferramenta para isso. De bandas atuais como Frezno e NXZero a medalhões consagrados como Coldplay e Radiohead, todos usam a rede mundial de computadores para estreitar os laços com seu público e dar mais visibilidade às obras. Sites, blogs, redes sociais estão aí exatamente para isso. E não precisa ser um expert em programação - todos os serviços que iremos citar são fáceis de manusear.

A febre que atinge o cenário musical atualmente chama-se MySpace. A rede social aglutina serviços de blog, album de fotos, canal de vídeos e rádio personalizados. É raro uma banda não ter um perfil de divulgação no MySpace, disponibilizando músicas inéditas (como uma espécie de "termômetro", para saber se o público irá aprovar ou não). A popularização do serviço, a disponibilidade de ferramentas, e a relação da empresa com os usuários (o MySpace possui escritórios no Brasil) faz deste o principal meio de comunicação e divulgação das bandas. O único ponto negativo estão por conta de algumas funções, como comentários, que só são permitidos para quem também é usuário do serviço.


Myspace do R.E.M.. Clique para acessar.


Para quem quiser ir na contramão do modismo, há a possibilidade de criar blogs em sistemas gratuitos, como o Blogger e o Wordpress. O primeiro dá uma liberdade maior para customização da página (contanto que você saiba um pouco de linguagem HTML). O segundo já é mais estático, permitindo poucas mudanças, mas facilita a administração de conteudo.


Blog da Fernanda Takai (Pato Fu) no Wordpress. Clique para acessar.

O problema está na inserção das músicas nos blogs. Como o Blogger e o Wordpress não oferecem hospedagem para arquivos MP3 (o formato mais comum), o jeito é apelar para as versões em audio do Youtube: GoEar, MP3Tube e Odeo. Ambos seguem o mesmo princípio - cadastre-se, faça um upload da sua música, copie o código que irá aparecer e cole dentro do seu blog.


Modelo dos players no GoEar, MP3Tube e Odeo.

Por fim, se ainda não for o suficiente, você pode investir em uma página própria, com hospedagem e domínio exclusivo, sem comprometer a compra do novo sintetizador para a guitarra. Pagando R$ 15 por ano é possível registrar um domínio na internet do tipo nomedabanda.com . E a hospedagem do site pode sair por menos de R$ 10 por mês. Aí é só pedir ajuda para aquele amigo geek que é fã da banda para ajudar na construção do site.

Depois disso, espalhe o endereço do site da banda. Mande e-mail com o link para os amigos, casas noturnas, gravadoras... Use o Orkut, crie uma comunidade para divulgar o grupo (mas sem abusar dos scraps aleatórios, nem todo mundo gosta de propaganda no seu profile). E aí, pouco a pouco o número de acessos vai crescendo, e a sua banda vai ficando conhecida. Não espere um sucesso imediato. Tudo acontece no tempo certo, e quando menos esperar, o sucesso bate na porta.

CONHEÇA A VITROLA BASCA



A banda Vitrola Basca foi eleita através da nossa enquete para ter o seu perfil publicado aqui no blog. Formada no final de 2006 em Porto Alegre, com uma proposta inovadora dentro do underground, a Vitrola vem conquistando aos poucos seu espaço na cena gaúcha com um som que vai do retrógado mod rock até o novo indie. Um dos grandes méritos do grupo formado por Diego Farina (guitarra e vocal), Guilherme Pirillo (guitarra solo, baixo e backing vocal), Miguel Bonumá (teclado), Maurício Ataíde (bateria) e Vitório Farias (guitarra e vocal) foi ter ficado em segundo lugar no Pepsi Rock 2007, dividindo o palco com bandas nacionalmente conhecidas para mais de 1.000 pessoas. batemos um papo com o Maurício, que falou um pouco sobre a trajetoria da banda:

Rock'n'Talk - Como foi que o grupo se conheceu?
Maurício - Na verdade a banda já passou por diversas fases. A formação mudou bastante também, mas o pessoal se conheceu mesmo foi no colégio. Tocávamos alguns covers e tentávamos lançar algumas músicas próprias, mas tudo apenas por diversão. Da brincadeira sem compromisso começamos a achar que dava para tentar algo a mais. A partir daí fizemos bons shows que nos renderam uma divulgação bacana. Tudo isso acabou nos levando ao Pepsi Rock, onde tiramos o 2º lugar. Após nos formarmos acabamos dando um tempo com a música, devido ao vestibular e ao ingresso na faculdade. Ficamos praticamente esse ano sem nos movimentarmos muito, até o Vitório entrar e começarmos a ver que realmente não deveríamos parar. A entrada do Vitório na banda aconteceu nos últimos dois meses, o que veio a revitalizar os novos trabalhos da Vitrola Basca. Tal ingresso se deu através do primo do Diego, a quem o Vitório conheceu, junto a outros gaúchos, enquanto ambos moravam em Londres. Depois de alguns ensaios, ficou clara a sintonia entre todos os integrantes da banda, o que culminou com uma nova formação da mesma. E o resto é história. Que siga o baile!

Rock'n'Talk - De onde vocês tiraram o nome da banda?
Maurício -
Dizem que decidir o nome de uma banda é sempre uma questão difícil. Para nós foi um verdadeiro caos!! Chegamos a fazer uma lista com quase cem nomes... A dificuldade estava em encontrar um nome bacana, mas que ao mesmo tempo fosse algo pessoal nosso (não queríamos nada “pronto” e sem significado). “Vitrola Basca” surgiu mesmo com uma idéia de uma amiga nossa, a Sílvia. Saiu do nada e todo mundo curtiu... Vitrola soa bem e é “legal de desenhar”, de acordo com ela. Basca é referência, claro, a região da Espanha. Surgiu de uma viagem do pai do Miguel, o tecladista da banda, que esteve por lá e disse ser um lugar muito louco.

Rock'n'Talk - Como a banda define o som que vocês fazem?
Maurício -
Basicamente, nosso som é o Rock. Se somos Indie Rock, Rock Alternativo ou qualquer outro tipo de Rock, não sabemos. Definir o som sempre acaba em rótulo... temos várias influências, como qualquer outra banda, que nos levaram a construir o que hoje acreditamos ser o som da Vitrola Basca. O lance mesmo é deixar o pessoal classificar a nossa música como bem entender, já que isso parece ser tão necessário atualmente, não é mesmo? Até por que a classificação de gênero musical já está muito manjada... a maioria das bandas tenta se enquadrar no estilo musical do momento, o que soa um tanto comercial. Assim, preferimos criar algo nosso de verdade, desprendo-nos de rótulos e do que está na moda.

Rock'n'Talk - Como são os shows? Qual a média, como é a receptividade do público?
Maurício -
Geralmente são bem legais. A banda já tem uns três anos e os shows mudaram bastante. Passamos por momentos bem diferentes: shows com 10 pessoas no início, horário péssimo, show de várias bandas com pouca música para cada... Mas achamos que tudo foi muito importante. Começar desse jeito e conseguir fazer shows, hoje, em melhores condições (espaço, ambiente, tempo de palco, etc.) é a melhor forma de manter os pés no chão, é mais gratificante. Tu começas a dar maior valor pra cada pessoa que escuta o teu som. Em relação a receptividade, nos consideramos com sorte. Sempre tivemos bons amigos para apoiar... (risos). Média de público? Isso é muito variável... já foi de 10 pessoas a 1.000.

Rock'n'Talk - Qual foi o show/lugar mais louco que vocês tocaram?
Maurício -
Com certeza foi a final do Pepsi Rock, no Pepsi On The Stage. Tinha muita gente!! Eram mais de mil pessoas nos ouvindo, palco gigante, galera cantando e tudo mais. Destacaria também o show de estréia da nossa última música, no Art Bar. O lugar é pequeno, mas lotou e tinha muita gente conhecida, cantando muito alto. Foi bem marcante!

Rock'n'Talk - Quais são os projetos do grupo para o futuro?
Maurício -
Estamos trabalhando nas novas músicas, as quais pretendemos finalizar ainda no primeiro trimestre de 2009. A idéia é começarmos o ano que vem com força total, focados nos shows e na divulgação da banda. Paralelamente, temos outro projeto para o início de Fevereiro que envolve um show surpresa com músicas cover de uma banda gringa. É uma surpresa para todos aqueles que nos acompanharam, até agora e, por isso, não podemos falar mais a respeito, mas temos certeza que todos vão gostar bastante.

Rock'n'Talk - Para vocês, o que é "viver do rock"?
Maurício -
Para nós, de forma mais crua, representa ter como forma de trabalho e expressão aquilo que mais gostamos de fazer: tocar e escutar rock ‘n roll. No momento ainda dependemos de outros trabalhos que não são relacionados à música. Alguns de nós também dividem o seu tempo com os estudos, ou seja: por enquanto, o “Viver do Rock” é algo a ser alcançado. É o nosso maior objetivo e vamos atrás dele.

Para saber mais sobre a Vitrola Basca, acesse o perfil da banda no MySpace ou a comunidade no Orkut.